Apagão Florestal

apagão florestal

Atento ao cenário de produção e fornecimento de madeiras serradas ao mercado consumidor altamente exigente, o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF) identificou um processo denominado de Apagão Florestal.

Neste contexto, haverá a diminuição de áreas privadas para produção e extração de madeiras devido a pressões na Amazônia e, por outro lado, ocorrerá o aumento na demanda por madeiras nobres serradas.

Em 2016, os produtos madeireiros provenientes da extração vegetal (floresta nativa) foram responsáveis por uma movimentação de R$2,8 bilhões, enquanto a produção da silvicultura foi de R$13,7 bilhões (equivalente, em valor, a 83% da extração madeireira). O Brasil produziu cerca de 11,45 milhões de metro cúbico (m³) de madeira, número que deverá cair para 5 milhões até 2030. Paralelo, a demanda aumentará para 21 milhões, resultando na diferença de 16 milhões de m³ de madeira no período conforme indica o gráfico abaixo:

oferta de madeira em tora

Assim sendo, a retirada da pressão sobre as árvores da Amazônia acarretará em mudanças profundas e positivas na dinâmica do mercado de produção em solo brasileiro. A Revista Exame apontou que em 2012 o comércio de madeira extraída ilegalmente na Amazônia, na África Central e no Sudeste Asiático movimenta de US$ 100 bilhões.

Afinal, o que fazer com esta demanda latente?

O desafio do setor é implantar novas florestas capazes de atender a demanda do mercado de forma sustentável e equilibrada, sendo aptas a atender as exigências do mercado consumidor.

Quando se faz um estudo com o objetivo de encontrar a melhor solução para um projeto florestal, leva-se em conta os benefícios da espécie associados a fatores externos. No caso do mercado de madeiras tropicais duras, estima-se uma redução da oferta e grande aumento da procura para os próximos 20 anos, representando um grande déficit apenas no Brasil.

Mantendo-se um ritmo médio de produção de madeira de Mogno Africano de 720 hectares/ano, espera-se que a produção no Brasil seja em torno de 216 mil m³ de madeira ano, que representaria 0,08% do total da produção nacional madeireira de 2016.

floresta natural
floresta plantada

Graças ao crescimento da produção das empresas florestais brasileiras e das demandas internacionais pelos produtos desse segmento, o Brasil tem se tornado um dos maiores países do ranking de exportadores internacionais de produtos florestais, conquistando posição privilegiada e ganhando competitividade entre os países tradicionais no ramo de celulose, como a Finlândia e a Suécia. Mudanças significativas vêm ocorrendo, ao longo dos anos, no mercado doméstico e internacional de produtos florestais, por meio da expansão dos mercados existentes e o surgimento de novos mercados e novos produtos que utilizam, basicamente, a madeira de reflorestamento, no Brasil e no exterior.

O mercado de madeiras tropicais duras apresenta uma tendência geral de aumento do preço do m³. A madeira tropical dura serrada apresenta preço médio acima de 500 dólares, sendo que o valor cotado do Mogno Africano serrado e seco está entre 1.250 dólares.

Com relação a produtividade da floresta é indiscutível a vantagem competitiva do Brasil, liderando o ranking de nível de produtividade por hectare (ha), seguido pela China, Indonésia e Austrália. Levando em conta o fator ambiental, a exploração de florestas naturais da Amazônia no Brasil coloca-se em uma posição delicada, aumentando a cada dia o custo ambiental de exploração de madeira de áreas naturais. Neste contexto, estima-se que a produção de madeira nativa da Amazônia em áreas privadas deve baixar 64% nos próximos 20 anos.

Qual espécie de floresta é indicado para suprir essa demanda?

Nesta linha de raciocínio, o IBF indica o manejo do Mogno Africano para suprir a demanda por madeira. Tal espécie possui um uso comercial extraordinário devido às características tecnológicas e à beleza da madeira, sendo utilizada na indústria moveleira, faqueado, construção naval e em sofisticadas composições de interiores e diversos produtos especiais.

Pressionado pelo aumento da demanda e do preço, projetos de florestas plantadas estão sendo cada vez mais exigidos, principalmente com relação a produtividade e qualidade, e neste sentido o cultivo do Mogno Africano atinge bons lucros para cada hectare plantado, sendo o investimento basicamente concentrado na criação e manutenção da floresta.

Preços de Exportação de Madeira Serrada

Além da questão do alto valor agregado da matéria final (madeira serrada), outros aspectos que potencializam o Mogno Africano no Brasil são:

  • Tecnologia: a silvicultura é bem avançada no Brasil e somado a transferência de tecnologia de manejo dos Mognos realizados na Austrália, houve impulso na produção;
  • Adaptação: vários novos projetos florestais de Mogno Africano foram implantados devido a adaptação da espécie em várias regiões do Brasil.
    Produtividade: o Brasil é o país mais produtivo no segmento florestal do mundo;
  • Alto valor agregado em pequenas áreas: projetos de implantação de 5 a 10 hectares por ano possuem viabilidade para atuar na exportação, seja da madeira em toras ou serrada.

Com relação a necessidade de área para desenvolvimento de um projeto florestal de Mogno Africano, faz-se necessário analisar o mercado no qual se pretende atuar. No contexto de exportação, a área de implantação deve ser maior que 5 ha devido a possibilidade de fornecimento de madeira serrada em escala maior e também planejamento para que haja possibilidade na continuidade no fornecimento. Já os povoamentos inferiores a 5 ha poderão atender o mercado doméstico de madeira.

Os projetos de reflorestamento, independentemente da espécie florestal plantada, deve seguir orientações técnicas para minimizar o risco do investimento e auferir a rentabilidade desejada. Quanto ao risco de empreendimentos florestais podemos citar alguns fatores como: incêndios, ataques de pragas e formigas. Tais riscos podem ser minimizados com simples medidas como no construção de aceiros para evitar incêndios, controle de pragas e formigas, e seguro do plantio, entre outros. Basta seguir as orientações técnicas necessárias para o bom sucesso do empreendimento.

Independentemente do mercado de atuação por parte do empreendedor, o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), está a disposição para orientações técnicas, fornecimento de mudas de Mogno Africano e insumos necessários para o desenvolvimento de projetos florestais com o mogno africano.

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